GIRLFRIEND IN A COMA

Mais uma vez Douglas Coupland utilizou uma música, desta vez dos Smiths, para dar nome a um livro. “Girlfriend in a Coma” é mais um fabuloso livro de Coupland. Depois de ver o filme “Goodbye Lenin” (de Wolfgang Becker), todas as histórias que retratassem um caso de coma profundo seguido de um inesperado acordar pareciam-me pura falta de imaginação. Na verdade, eu podia ter lido primeiro o livro e seguir o mesmo raciocínio em relação ao filme. Foi esta constatação, o meu cada vez maior fascínio pelo autor e o facto do livro me ter sido convictamente sugerido que me levou a lê-lo com a mesma vontade com que li todos os outros.
"Girlfriend in a Coma" é uma história totalmente original que apenas se serve da história base atrás referida para questionar a existência humana e até o que se segue a esta. Coupland descreve a vida de cinco personagens complexos e o meio em que estão envolvidos e leva-nos, através deles, a questionar aquelas dúvidas existenciais que nos esquecemos muitas vezes que temos. "When did we become human beings and stop being whatever it was we were before this? What was the specific change that made us human? Why do people not particularly care about their ancestors more than three generations back? Why are we unable to think of any real future beyond, say, a hundred years from now? How can we begin to think of the future as something enormous before us that also includes us?" E é nesta procura constante de algum significado para a vida que Coupland nos faz aterrar num final inesperado e um pouco estranho. Confesso que esperava um final mais construtivo e fiquei com aquela sensação de "quero mais". No entanto, o livro no seu todo é por mim considerado como muito bom e de certo que o tornarei a ler brevemente.
E porque nem só o mundo de Coupland é um "mad world", deixo aqui o "Mad World" do Gary Jules...


2 Comments:
Sou um fã de Coupland. Mas ainda me faltam alguns. Entre os quais se encontra esse "Girlfriend in Coma". O teu texto, deixou-me interessado. Ahh e não te preocupes, já devias saber, que os finais dele, são sempre inusitados e cedo demais. Já agora, qual foi a outra música que ele usou, para dar nome a um livro?
Dos livros q eu li, ele utilizou a "Eleanor Rigby" dos Beatles. Acho que foi um feliz titulo para um dos melhores livros que li.
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